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Notícia

07.07.2017

Congresso Internacional de Sustentabilidade reúne grande público em Cuiabá

Cuiabá/MT  - Para o economista Ricardo Abramovay, um dos palestrantes do Ciclos Congresso Internacional de Sustentabilidade para Pequenos Negócios, organizado pelo Sebrae, nos dias 06 e 07/07, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá,  o modelo de desenvolvimento do Brasil e da América Latina como um todo está muito atrasado em relação a outros países. “Embora haja avanços na redução fome e da pobreza, ainda registramos baixo índice de inovação e alta desigualdade, a competitividade continua sendo por redução de custos, o conhecimento não é disseminado pelo tecido social”, resumiu.

Segundo ele, registramos uma baixa acumulação de conhecimentos produtivos e a ciência e tecnologia estão fora da agenda desses países. Enquanto na Ásia do Leste, os investimentos em pesquisa passaram de 1,11% do PIB, no ano 2000, para 2,25% em 2013, na América Latina, esse percentual passou de 0,53% para 0,67%, revelando o quanto a ciência e tecnologia são desprezados por aqui.

Produzir carne e soja exige competência, mas não ajuda na acumulação de conhecimentos produtivos. O desenvolvimento sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental, só pode ser alcançado com a ciência e tecnologia.

Enquanto a China tem 80 milhões de pessoas orbitando em torno da ciência, tecnologia e matemática, no Brasil temos um ministério que junta ciência, tecnologia e telecomunicação, revelando a pouca importância que se dá a um tema tão estratégico.

O Atlas da Complexidade Econômica, que mostra o que é exportado no mundo e a complexidade desses produtos, revela que, enquanto a China exporta produtos altamente elaborados, o Brasil e a América Latina se concentram nas exportações de produtos primários. “É bom para o Brasil exportar produtos primários, até porque são eles que vêm garantindo o saldo positivo da balança comercial, mas, no mundo moderno, nenhum país pode basear sua economia só nisso”, ressalta.

Entre 1990 e 2013, a América Latina perdeu em complexidade econômica. No ranking mundial, o Brasil passou da posição 29 para 56, o Chile de 54 par 67, enquanto Coréia do Sul foi de 21 para quarto lugar - quanto mais perto de 0, maior a complexidade.

A competitividade contemporânea vem da capacidade de agregar valor à produção e não mais da redução de custos dos produtos.

Quando a avaliação passa pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), a avaliação dos países latino-americanos também não é das melhores. No Brasil, o fim da pobreza foi precário, uma vez que a geração de empregos não proporcionou um real desenvolvimento dessa população. Ele lembra que temos ainda um apartheid educacional, no acesso à saúde, um saneamento básico que é uma vergonha, um desastre total na guerra às drogas, e até o programa Minha Casa Minha Vida é ineficiente, visto que distancia a população dos serviços públicos básicos e essenciais.

Reduzir a desigualdade é premissa para o desenvolvimento sustentável e duradouro. Precisamos avançar rumo à quarta revolução. Por mais telefones celulares que tenhamos, não estamos acompanhando de fato a revolução digital porque passa o mundo.

Ele finalizou dizendo que o terceiro desafio fundamental diz respeito a consumo e produção. “A máxima de mais gente comprando cada vez mas coisas é insustentável”.

 

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